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sábado, 1 de junho de 2013

O desafio de ser um jovem cristão na modernidade

Ser um jovem cristão na modernidade não é nada fácil. Basta você defender valores como castidade, a família tradicional e a vida – desde a sua concepção – para ser insultado e ridicularizado pelo mundo moderno

Jovem cristã é ridicularizada por manifestantes ateus em Madrid (2011)
Talvez muitos de nós jovens já tenham vivido na pele algum tipo de preconceito por ser cristão e, sobretudo, por ser católico. Na faculdade, os professores aproveitam para falar mal do Papa, acusam a Igreja de inquisitora, retrógrada, medieval, homofóbica… e por aí vai. Carregar um crucifixo no peito, andar com um terço ou Bíblia na mão pode lhe custar o título de fundamentalista.
Certo dia, um jovem testemunhou que apresentou um excelente trabalho na faculdade e recebeu honrarias de todos na mesa pelo feito acadêmico. Mas, no final, quando agradeceu a Deus e à Igreja pela inspiração de tal trabalho, sentiu um silêncio ensurdecedor no auditório e um clima de condenação tomou logo conta do espaço.
É verdade! Para ser um verdadeiro cristão, hoje em dia, é preciso muita coragem. Não existe mais nenhum status social para quem quer ser fiel a Cristo. Para nós jovens, falar de castidade, de matrimônio, de família tradicional pode lhe custar o isolamento e a ridicularização.
Não raro, encontramos jovens, de dentro da Igreja, que temem a ridicularização do mundo. Preferem as horarias dos colegas de baladas ao martírio da fidelidade a Cristo e a Igreja. Dizem-se jovens católicos, cristãos, mas aceitam a camisinha, acham supernormal a relação homoafetiva (“o que importa é o amor”, dizem), assistem aos Big Brothers (BBB) da vida, e pouco se importam com o que diz a Igreja sobre tais temas.
Como ser um autêntico jovem cristãos?
“O jovem, hoje, não pode mais viver sozinho, senão o mundo o egole”, diz Felipe Aquino, professor a apresentador da TV Canção Nova.

Fonte: Destrave

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Apostolado da alegria

Dom Redovino Rizzardo
Bispo de Dourados (MS)
Dentre as conferências pronunciadas por Frei Raniero Cantalamessa durante o advento de 2012 no Vaticano, na presença do Papa Bento XVI, uma abordou o tema: evangelizar pela alegria. Dada a sua atualidade – estamos em tempo de carnaval –, permito-me fazer uma síntese, trazendo alguns de seus tópicos mais elucidativos.
Nos evangelhos da infância, Lucas conseguiu não só apresentar fatos e personagens, mas também recriar a atmosfera e o clima desses eventos. Um dos mais evidentes elementos deste mundo espiritual é a alegria. A piedade cristã não se enganou quando deu à infância de Jesus o nome de "mistérios gozosos", mistérios da alegria.
De onde nasce a alegria? Sua fonte é Deus. Nós, porém, estamos no tempo e Deus na eternidade: como é que a alegria pode passar entre planos tão distantes? Se interrogarmos a Bíblia, descobriremos que a fonte da alegria é a ação de Deus na história. No ponto em que "cai" uma ação divina, produz-se uma vibração, e uma onda de alegria se espalha pelas gerações.
Como pode esta alegria chegar até a Igreja de hoje e contagiá-la? Em certo sentido, nós temos mais razões para nos alegrar do que Zacarias, Simeão, os pastores e toda a Igreja primitiva. Pois constatamos que, também agora, Deus age na Igreja. Se a Igreja atual, por entre os problemas e as tribulações que a golpeiam, quer reencontrar o caminho da alegria, deve abrir os olhos para o que Deus está realizando nela. Deus continua escrevendo na Igreja e nas almas histórias maravilhosas de santidade que, um dia, quando desaparecer todo pecado, farão com que se olhe para o nosso tempo com uma santa inveja. Ao fazer isso, cerramos, talvez, os olhos aos inúmeros males que afligem a Igreja? Não! Mas se o mundo e sua mídia não veem na Igreja nada mais do que o mal, levantemos o olhar e veremos também seu lado bom, a sua santidade!
Há alguns anos, uma campanha do ateísmo militante afixou no transporte público de Londres um slogan publicitário com esta mensagem: "Deus provavelmente não existe. Então pare de se atormentar e aproveite a vida!". O mais insidioso desse slogan não é a premissa "Deus provavelmente não existe" (que precisa ser provada), mas a conclusão: "Aproveite a vida!". A mensagem subjacente é que a fé em Deus impede as pessoas de gozarem a vida, que a fé é inimiga da alegria. Sem ela, haveria mais felicidade no mundo! Precisamos dar uma resposta a essa insinuação, que mantém distantes da fé especialmente os jovens.
O mundo busca a alegria. "Só de escutar o seu nome – escreve Santo Agostinho – todos se levantam e olham para as tuas mãos, para ver se és capaz de saciar suas necessidades". Todos querem ser felizes. É algo comum a bons e maus.  Quem é bom, é bom porque é feliz; quem é mau, só é mau porque espera, com isso, ser feliz. Se amamos a alegria, é porque a conhecemos. Se não a conhecêssemos – se não tivéssemos sido feitos para ela –, não a amaríamos. Este desejo de alegria é a parte do coração humano naturalmente aberta para receber a boa nova do Evangelho.
Quando o mundo bate à porta da Igreja – mesmo quando o faz com violência e raiva – é porque busca a alegria. São sobretudo os jovens que a procuram. O mundo que os cerca é triste. A tristeza parece mais presente nas festas de final do ano – e no carnaval – do que no resto do ano. Não é uma tristeza que depende da falta de bens materiais: ela é mais visível entre os ricos do que nos pobres.
A alegria é o único sinal que até mesmo os incrédulos são capazes de receber e que pode colocá-los seriamente em crise – coisa que não conseguem os argumentos e as censuras. Os cristãos testemunham a alegria quando, evitando toda amargura e ressentimento no diálogo com o mundo e entre si, sabem irradiar confiança, imitando, desta maneira, a Deus, que faz chover sobre justos e injustos. Quem é feliz não é amargo, não sente a necessidade de criticar tudo e todos; sabe relativizar as coisas, porque conhece o que é mais importante. Por entre as provas e calamidades que afligem a Igreja, os pastores devem repetir também hoje as palavras que Neemias, depois do exílio, dirigiu ao povo abatido e em lágrimas: «Não haja entre vós aflição ou lágrimas, porque a alegria do Senhor é a vossa força!» (Ne 8, 9-10).

Fonte: CNBB

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Você sabe o que significa: Ser "Católico"?

Um jovem me fez esta pergunta. Disse que há algum tempo está em crise de fé e tem buscado a solução em igrejas evangélicas. Em uma delas, ao confessar-se católico, ouviu dizer que a palavra “católico” nem sequer está na Bíblia. Ficou com esta dúvida intrigante. Queria uma resposta pois já estava começando a pensar que seus amigos tinham razão e que seria melhor mesmo mudar de igreja.
Pedi que ele abrisse a sua Bíblia no Evangelho de Mateus, capítulo 28, versículos 18b-20. Utilizarei aqui a tradução mais popular nas bíblias evangélicas (Almeida, corrigida e fiel):
“É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”
Você percebeu que fiz questão de colocar em negrito uma palavrinha que aparece de modo insistente no texto: TODO. Jesus tem todo o poder; devemos anuncia-lo a todos os povos, guardar todo o seu ensinamento na certeza de que estará todos os dias conosco. Esta ordem de Jesus foi levada muito a sério pelos discípulos. Em grego a expressão “de acordo com o todo”, pode ser traduzida por “Kat-holon”. Daí vem a palavra “católico” (em grego seria: Καθολικός). Ao longo do primeiro e segundo séculos os seguidores de Jesus Cristo começaram a ser reconhecidos como “cristãos” e “católicos”. As duas palavras eram utilizadas indistintamente. Ser católico já significava “ser plenamente cristão”. O catolicismo, portanto, é o cristianismo na sua “totalidade”. É a forma mais completa de obedecer o mandato do Mestre antes de sua volta para o Pai. O mesmo mandado pode ser lido no Evangelho de Marcos 16,15: “Ide e pregai o evangelho a toda criatura”. Há, portanto, uma catolicidade vertical, que é ter o Cristo todo, ou seja ser discípulo; e uma catolicidade horizontal, que é levar o Cristo a todos, ou seja, ser missionário. Isso é ser católico: totalmente discípulo, totalmente missionário, totalmente cristão!
Ao que tudo indica o termo “católico” se tornou mais popular a partir de Santo Inácio de Antioquia (discípulo de São João), pelo ano 110 dC. Pode significa tanto a “universalidade” da Igreja como a sua “autenticidade”. Quase na mesma época São Policarpo utilizava o termo “católico” também nestes dois sentidos. Santo Agostinho utilizou o termo “católico” mais de 240 vezes em seus escritos, entre 388-420. São Cirilo de Jerusalém (315-386), bispo e doutor da Igreja, dizia: “A Igreja é católica porque está espalhada por todo o mundo; ensina em plenitude toda a doutrina que a humanidade deve conhecer; conduz toda a humanidade à obediência religiosa; é a cura universal para o pecado e possui todas as virtudes” (Catechesis 18:23). Veja que já está bem claro os dois sentidos de “Católico” como “universal e ortodoxo”. Durante mil anos os dois significados estiveram unidos. Mas por volta do ano 1000 aconteceu um grande cisma que dividiu a igreja em “ocidental e oriental”. A Igreja do ocidente continuou a ser denominada “Católica” e a Igreja do oriente adotou o adjetivo de “Ortodoxa”. Na raiz as duas palavras remetem ao significado original de Igreja “autêntica”.
Santo Tomás de Aquino (1225-1274), grande teólogo ocidental, desenvolveu uma teologia da catolicidade. A Igreja seria “universal” em três sentidos: a) Está em todos os lugares (cf. Rm 1,8) e pode ser militante na Terra, padecente no purgatório e triunfante no céu; b) Inclui pessoas dos três estados de vida (Gal 3,28): leigos, religiosos e ministros ordenados; c) Não tem limite de tempo desde Abel até a consumação dos tempos.
A Igreja católica reconhece que cristãos de outras igrejas pode ter o batismo válido e possuir sementes da verdade em sua fé. Porém, sabe que apenas a Igreja católica conserva e ensina sem corrupção TODA a doutrina apostólica e possui TODOS os meios de salvação.
Devemos viver e promover a sensibilidade ecumênica promovendo a fraternidade com os irmãos que pensam ou vivem a fé cristã de um modo diferente. Mas isso não significa abrir mão de nossa catolicidade. Quando celebramos a Eucaristia seguimos à risca o mandato do Mestre que disse: “Fazei isso em memória de mim!” A falta da Eucaristia deixa uma grande lacuna em algumas Igrejas. Um pastor evangélico, certa vez, me disse que gostaria de rezar a ave-maria, mas por ser evangélico não conseguia. Perguntei por quê? Ele disse que se sentia incomodado toda vez que lia o Magnificat em que Maria proclama: “Todas as gerações me chamarão de bendita” (Lc 1,48)… e se questionava o por quê sua geração tão evangélica não faz parte desta geração que proclama bem-aventurada a Mãe do Salvador!
Realmente, ser católico é ser totalmente cristão!
Fonte: Blog CançãoNova

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Como escolher um bom candidato?


Estamos num momento significativo na história da sociedade. Teremos de votar novamente, colocando em prática nosso direito de cidadãos brasileiros. Com isto, vamos escolher todos os nossos próximos representantes no poder executivo e legislativo dos diversos municípios. Cada eleito vai agir como nosso porta-voz e em nome do povo de seu município.

É hora de pensar em duas palavras decisivas: fé e fidelidade. Isto significa autenticidade, fato que não tem sido levado em conta em nosso país. Muitos políticos não são tementes a Deus, mas infiéis, carreiristas e não se colocam a serviço do bem comum. O povo sofre com isto e acaba assistindo às atitudes de desonestidade. O poder, verdadeiramente constituído, vem de Deus, mas isto passa pela ação livre dos eleitores. Significa que a autoridade escolhida não tem real poder se foi eleita por quem não tenha agido, na hora de votar, com plena liberdade. Comprar e vender o voto não significa liberdade plena, não é ato totalmente divino e não é voto com nobreza e consciência madura.


Todo candidato, nas eleições, procura se apresentar bem, com boa aparência e propósitos muito firmados. Mas acontece que há uma mentalidade de triunfo e muito individualista. Ela esconde interesses que não são os do povo. É como falar de fé sem obras, aparências que tentam convencer, mas privilegiam interesses próprios ou de grupos particulares.
Na verdade, ser porta-voz é ser luz para o povo. Isto é diferente de ser opressor, que tira a esperança e a alegria das pessoas. Por outro lado, o povo quase não acompanha nem é resistente diante das atitudes dos políticos eleitos. É cômodo ser passivo, porque agir supõe coragem e enfrentamento. Não podemos ser cristãos apenas de bons sentimentos e intenções, porque a fé exige fidelidade e compromisso bem definidos, principalmente nos momentos decisivos da sociedade. Não basta confessar a fé, como o fez Pedro diante de Cristo. Temos de enfrentar as diversidades e maldades que impedem a realização do bem. É um caminho de cruz, de maturidade e coragem.



Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba - MG

Fonte: CançãoNova.com

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O Sucesso do Cristão!

Vindo para o serviço ouvia no rádio comentário sobre a vida de Cristão, e logo depois comecei a refletir sobre o sucesso de ser Cristão. Quando cheguei ao trabalho resolvi parar um pouco e escrever sobre tudo que estava sendo depositado no meu coração e em minha mente.

Na nossa vida temos sempre duas escolhas, o sucesso e o insucesso. O sucesso do Cristão é alcançar a Deus, e o insucesso é cair nas malhas do demônio.
Quando queremos alcançar o sucesso, temos que subir ao mais alto que conseguimos. "Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus." (Col 3,1).

Leia completo em CançãoNova.com