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domingo, 25 de agosto de 2013

Cerca de 105 mil cristãos são perseguidos todos os anos por causa de sua fé. O número de mártires nos dois últimos séculos supera os de toda a história do cristianismo





A história do Cristianismo é mesclada com a história de incontáveis mártires que, desde os primeiros séculos até os dias de hoje, testemunham, com o derramamento de sangue, a fé incondicional no Salvador da humanidade.



Já nos Atos dos Apóstolos, temos o relato do martírio de Estevão e o apóstolo Tiago. A partir daí, o Cristianismo é dispersado pelo mundo e chega a Roma, onde sob o imperador Nero (64 D.C) inaugura-se uma verdadeira caça aos cristãos, a qual só terá fim três séculos depois.
“No início, os cristãos precisavam ser bem preparados para assumirem o batismo, porque abraçar a fé, naquela época, significava correr um perigo constante de morte”, afirma padre Carlo, professor de história da Igreja na Universidade Santa Cruz de Roma.
Quando falamos de perseguição ao Cristianismo, nada pode se comparar ao Século XX. Só os mártires provenientes das grandes revoluções e regimes ditatoriais superam os de toda a história. A Revolução Russa (1917), por exemplo, levou à morte cerca de 17 mil sacerdotes e 34 mil religiosos. O Comunismo se espalhou pelo mundo e declarou a religião como subversiva e inimiga do Estado. Igrejas, conventos e seminários são fechados e destruídos. São incontáveis os números de mártires em países como União Soviética, Lituânia, Romênia, China, Vietnã, Camboja e Cuba.

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sábado, 29 de dezembro de 2012

Os mártires dos nossos tempos


A Igreja Perseguida 

O século 21 também iniciou-se sob o sinal de inumeráveis mártires. Cresce a cada dia o número de cristãos torturados, mortos ou expulsos de suas terras por causa de fé em Cristo
Em 2001, o investigador britânico Dr. David Barrett publicou uma vasta estatística sobre a situação do Cristianismo no mundo, a chamada “World Christian Trends AD 30 – AD 2200″ (Tendências Mundiais Cristãs AD 30 – AD 2200) [veja o estudo em inglês]. Entre os dados, encontramos o alarmante número de cristãos assassinados pelo mundo. 45 milhões foram mortos só no século 20 sob as grandes revoluções e regimes totalitários. Atualmente, cerca de 160 mil cristãos foram martirizados só no início deste milênio, o que, segundo Barrett, corresponde a 1 cristão assassinado a cada 5 minutos.


Os dados de David Barrett foram coletados ao longo de 20 anos. O cruzamento de seus números estão apoiados em 9 mil denominações cristãs, 13 mil povos etnolinguísticos, mais de 5 mil cidades, 3 mil províncias e 239 países.

Elizabeth Banov, em entrevista ao Destrave

Segundo Elizabeth Banov, uma missionária evangélica da missão Portas Abertas e que pessoalmente já visitou alguns países hostis ao Cristianismo como Paquistão, Iraque e Cuba, a maior afronta aos cristãos, hoje, vem de países cujo governo está nas mãos de radicais islâmicos. “Em muitos lugares como Iraque, Uzbequistão, por exemplo, você não vê uma igreja, se quer, onde a pessoa possa fazer suas orações. Muitos muçulmanos, que se converteram ao Cristianismo, escondem esta fé com o preço de suas vidas, porque, se são descobertos, eles morrem”, disse Elizabeth.
São milhares de cristão martirizados, em pleno século 21, em países como Coreia do Norte, Irã, Sudão, Paquistão, Afeganistão, entre outros. Um caso típico desta perseguição acontece no Iraque, onde, antes da invasão dos Estado Unidos da América e a queda do regime de Sadan Hussein, o número de cristãos era de 3 milhões; hoje, somam-se, no máximo 400 mil, ou seja, mais de 90% desses nossos irmãos estão deixando sua terra por causa da perseguição de grupos radicais islâmicos que destroem igrejas e matam cristãos.

sábado, 3 de novembro de 2012

Caminhos de santidade


“Festejamos a cidade do céu, a Jerusalém do alto, nossa mãe, onde nossos irmãos, os santos, vos cercam e cantam eternamente o vosso louvor. Para esta cidade caminhamos pressurosos, peregrinando na penumbra da fé” (Prefácio da Missa de todos os Santos).

Neste final de semana, olhemos para cima buscando as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita do Pai (cf. Cl 3,1), pois Deus, que nos fez para a comunhão com Ele na eternidade, não pensou para nós o nivelamento no pecado na maldade, na corrupção. Fomos feitos para a perfeição, para a santidade. Ser santos é nossa vocação, partindo da santidade que é dom recebido no Batismo (1Jo 3,1-3) para percorrer os passos da santidade moral, dever de todo cristão.

O reconhecimento da santidade de homens e mulheres, quando a Igreja celebra beatificações ou canonizações, como fez há poucos dias o Papa Bento XVI (cf. Homilia do Papa Bento XVI, no dia 21 de outubro de 2012) quer mostrar a todas as pessoas, de todas as classes sociais, idades e vocações que a proposta da vivência do Evangelho lhes é igualmente destinada.

São Jacques Berthie, sacerdote jesuíta francês, missionário em Madagascar, lutou contra a injustiça levando alívio aos pobres e enfermos. Os malgaxes o consideravam um sacerdote vindo do céu e diziam: "Tu és o nosso 'pai e mãe'!" Morreu dizendo: "Prefiro antes morrer que renunciar à minha fé". Retidão e coerência na profissão de fé como bússola para a própria vida!

São Pedro Calungsod, catequista, evangelizador, mártir! Demonstrou grande fé e caridade, e continuou catequizando os seus muitos convertidos, dando testemunho de Cristo por meio de uma vida de pureza e dedicação ao Evangelho. A estrada da santidade é feita também para os jovens, dos quais se espera respostas corajosas!

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